que nul ne peut apprivoiser
et c’est bien en vain qu’on l’appelle
s’il lui convient de refuser”
et c’est bien en vain qu’on l’appelle
s’il lui convient de refuser”
[Georges Bizet - http://tinyurl.com/67pd9o]
Comentei um tempo desses da capacidade da língua francesa de tornar tudo um pouco mais... agradável ao ouvido. Não sei se são os elles ou os erres ou a beleza da poesia, mesmo, mas ela chega a ser quase tão bonita quanto o nosso brasileiro (é, essa língua que a gente fala). Por isso que venho escolhendo canções em francês pra introduzir os poemas desta minha ‘série’ [http://tinyurl.com/2uwyus4]. O título, ‘fala de faca’, vem dos versos de uma canção de Pedro Osmar, ‘Serrote’. Espero que gostem! J
o amor é navalha cega, enferrujada
rima ultrapassada
adentra o coração macio e o coração bruto
sem poesia, sem discrição
prosa caótica, e os versos jorrando das artérias
adentra o corpo dos justos, dos injustos
sem cerimônias, sem meias palavras
baile de barro, a bacante, o redemoinho
adentra a alma dos homens
sem nexo, sem conserto
já quaisquer coisas loucas dentro que não havia
a alma é um sertão, a alma é o mundo.
rima ultrapassada
adentra o coração macio e o coração bruto
sem poesia, sem discrição
prosa caótica, e os versos jorrando das artérias
adentra o corpo dos justos, dos injustos
sem cerimônias, sem meias palavras
baile de barro, a bacante, o redemoinho
adentra a alma dos homens
sem nexo, sem conserto
já quaisquer coisas loucas dentro que não havia
a alma é um sertão, a alma é o mundo.